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Novo eletrólito hidrofluorocarboneto para baterias de lítio: densidade de energia em temperatura ambiente cinco vezes maior

Pesquisador em laboratório segurando uma bateria iluminada, com equipamentos científicos na mesa.

Avanço publicado na Nature

Densidade de energia em temperatura ambiente é cinco vezes maior do que em baterias comuns

Pesquisadores chineses anunciaram um novo eletrólito hidrofluorocarboneto para acumuladores de lítio, capaz de aumentar de forma relevante tanto a energia armazenada quanto a tolerância a baixas temperaturas. O trabalho foi descrito na revista Nature e, segundo os autores, pode representar um passo importante para carros elétricos, drones, robôs e outros equipamentos que precisam operar em ambientes severos.

Ganhos de energia específica e impacto potencial em veículos elétricos

De acordo com a equipa da Universidade de Nankai e do Instituto de Fontes de Energia Espaciais de Xangai, baterias com esse eletrólito, em temperatura ambiente, alcançaram uma energia específica duas a três vezes maior do que soluções de lítio tradicionais com a mesma massa. Os cientistas avaliam que isso, em tese, poderia elevar a autonomia de carros elétricos de aproximadamente 500–595 km para cerca de 1000 km por carga.

Desempenho em frio extremo (até -70 °C)

O diferencial mais marcante do desenvolvimento foi o funcionamento em temperaturas muito baixas. Nos testes, células de lítio-metal com o novo eletrólito mantiveram estabilidade e eficiência mesmo a -70 °C. Em temperatura ambiente, a densidade de energia ultrapassou 1540 Wh/kg, enquanto a -50 °C ficou em torno de 880 Wh/kg.

Para efeito de comparação, segundo os próprios investigadores, baterias de lítio convencionais entregam cerca de 300 Wh/kg em temperatura ambiente e aproximadamente 150 Wh/kg a -20 °C. Dessa forma, a nova formulação surge como especialmente promissora para dispositivos que precisam trabalhar com fiabilidade em climas frios ou em condições espaciais.

Limitação atual e próximo passo

Ainda assim, os autores apontam que a tecnologia não está no ponto ideal: hoje, a principal barreira é a resistência insuficiente em temperaturas elevadas. O próximo objetivo do grupo é aumentar a temperatura de ebulição do eletrólito.

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