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A ideia de que a Bugatti viraria 100% elétrica depois da criação da Bugatti Rimac, sob o comando de Mate Rimac, não se confirmou. Pelo contrário: a marca ainda enxerga espaço para motores a combustão no que vem pela frente.
O próprio Mate Rimac já havia reforçado isso em diferentes momentos no ano passado - inclusive quando falamos com ele - ao deixar claro que o sucessor do Chiron não seria um modelo totalmente elétrico.
Futuro ainda a combustão, mas…
Curiosamente, a mesma figura que vem demonstrando como os hipercarros elétricos podem ser extremos com o Nevera fala com o mesmo entusiasmo sobre o novo motor a combustão que está sendo preparado para o herdeiro do Chiron.
“É totalmente “de doidos” o que vão ver. Acho que todos irão ficar estupefactos quando virem o que fizemos. Começámos a desenvolver um novo motor de combustão dois anos antes de ficarmos com a Bugatti, o que é algo que ninguém esperaria.”
Mate Rimac, diretor executivo da Bugatti Rimac
O fato de esse motor ter começado a ser desenvolvido tão cedo tem relação com o próprio trabalho da Rimac. A empresa atua criando tecnologia para a indústria automotiva, o que acabou aproximando parcerias com marcas como Porsche e Hyundai - que já utilizam soluções da Rimac em seus elétricos.
Naquela fase, a Bugatti, então comandada por Stephan Winkelmann, procurou a Rimac para desenhar o próximo passo no período pós-Chiron. E o caminho poderia ter sido bem diferente: como Mate Rimac contou em entrevista à Auto Express, a proposta era um crossover elétrico, com formato semelhante ao que mais tarde se tornou o Ferrari Purosangue.
Só que, quando surgiu a possibilidade de assumir a Bugatti, Mate Rimac mudou completamente o rumo do projeto. Em vez do (felizmente) crossover elétrico, o plano passou a ser um hipercarro… híbrido.
… também eletrificado
Ou seja: embora exista um motor a combustão totalmente novo, criado do zero para substituir o conjunto do Chiron, o futuro modelo também terá uma parte elétrica.
Ainda não foram divulgadas especificações do motor a combustão que vai ocupar o lugar do icônico W16 tetraturbo, mas já se sabe que o próximo hipercarro será um híbrido plug-in.
E mesmo com a revelação do sucessor do Bugatti Chiron prevista para este ano, fora a informação de que ele será híbrido, quase nada foi detalhado. O ponto realmente confirmado é que não haverá compartilhamento de componentes nem com o Chiron nem com o Nevera - nem mesmo um simples parafuso:
“É completamente novo e por isso não haverá nenhuma parte vinda de outro carro; nem do Chiron, nem do Nevera. Tudo será feito do zero.”
Mate Rimac, diretor executivo da Bugatti Rimac
O adeus ao W16
O W16 virou um símbolo da Bugatti neste século, especialmente depois da compra pelo Grupo Volkswagen e do lançamento do Veyron, em 2005.
Desde então, nenhum outro motor equipou um Bugatti. Por isso, encerrar o ciclo do W16 representa um marco de peso na história da fabricante.
O último Bugatti inédito concebido em torno do W16 foi o Mistral, o roadster apresentado no ano passado e limitado a 99 unidades. Ainda assim, a produção do W16 não acabou de imediato.
E isso nos leva, claro, ao Bolide: sem dúvida o Bugatti mais extremo a usar o W16, e um carro que divide muito pouco com os mais “civilizados” Chiron, Divo ou Mistral.
O Bolide é um “monstro” feito exclusivamente para pista, bem mais leve do que qualquer outro Bugatti e livre das exigências de homologação. Por essa razão, tirando o W16 e a transmissão, ele compartilha pouco com os demais Bugatti. Serão apenas 40 unidades, com entregas começando em 2024.
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