Por que a Xiaomi evita o segmento até 100 000 yuans
Léi Jun explicou que carros “inteligentes” não se encaixam nesse patamar de preço
A Xiaomi deixou claro, de forma oficial, que não pretende disputar o mercado dos eletrocarros mais baratos. Segundo o CEO Léi Jun, desenvolver carros “inteligentes” de última geração exige investimentos altos demais para manter o preço no nível das opções de entrada.
Para ilustrar, ele citou o Xiaomi SU7 de nova geração, que recebeu mais de 100 melhorias. Mesmo assim, o custo de produção aumentou em quase 20 000 yuans, enquanto o preço para o consumidor subiu apenas 4000 yuans.
Ainda que a empresa descarte o segmento mais acessível, a procura continua forte: somente nos primeiros 34 minutos após a abertura das vendas, o SU7 atualizado acumulou cerca de 15 000 pré-encomendas.
Xiaomi SU7 atualizado: design, cabine e conectividade
A nova versão do SU7 manteve a silhueta fastback, mas ganhou uma dianteira revisada com radar milimétrico e a ótica característica da marca, com alcance de até 400 m. Por dentro, há uma ecossistema digital com tela de 16,1 polegadas, projeção de 56 polegadas e controles ampliados via assistente de voz e IoT. O carro também traz suporte a 5G, Wi‑Fi 7 e acesso UWB ao veículo.
Autonomia, desempenho e carregamento rápido do SU7
O modelo é vendido em diferentes versões, com potência de até 288 kW e autonomia de até 902 km no ciclo CLTC. No carregamento rápido, é possível acrescentar até 670 km de alcance em 15 minutos.
Assistência ao condutor e segurança
Todas as configurações incluem lidar, radar 4D e um sistema de assistência ao motorista com 700 TOPS de capacidade computacional, além de estrutura de carroçaria reforçada e um conjunto de 9 airbags.
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