Testes bem-sucedidos
A emissora CCTV exibiu recentemente, pela primeira vez, a unidade de propulsão elétrica híbrida EH106M de 60 kW, criada pela Sichuan Tianfu Light Mobility. De acordo com a divulgação, o sistema já passou por ensaios em voo e por validação em voos de demonstração realizados em dezembro de 2025.
Arquitetura de autonomia estendida da EH106M
Diferentemente das configurações tradicionais, a EH106M adota uma arquitetura de alcance estendido: a energia elétrica é a responsável direta pelo voo, enquanto o combustível entra como fonte para gerar eletricidade. Em vez de tracionar a aeronave de forma mecânica, a turbina a gás aciona um gerador que recarrega a bateria. Já a força de propulsão durante o voo é produzida por um motor elétrico com um ventilador dutoado.
O que esse desenho muda no voo
Essa solução amplia a autonomia, elimina a necessidade de um processo longo de recarga, facilita uma decolagem mais rápida e ainda permite desligar o motor durante o voo para alternar para um modo totalmente elétrico - o que ajuda a reduzir a emissão de calor.
O ventilador dutoado, que é o componente que efetivamente impulsiona a aeronave, se assemelha a uma hélice instalada dentro de um “corpo” cilíndrico, característica associada à redução do nível de ruído.
Especificações e usos previstos
Segundo a conta oficial da “China Aviation Engine Corporation”, o EH106M se destaca por ter baixo peso, estrutura compacta e custo reduzido. O conjunto entrega potência máxima de 80 kW, consumo de combustível de 0,65 kg/(kW·h), vida útil de 300 horas e massa a seco de 35 kg. Em termos de aplicação, ele é voltado principalmente para unidades de propulsão suspensas em grandes drones e para atuar como extensor de alcance em eVTOL (electric Vertical Take-Off and Landing, aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical) com massa de 200-1000 kg.
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