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Ferrari Daytona SP3: detalhes do novo Icona da Ferrari

Carro esportivo vermelho Ferrari Dayton SP3 exposto em showroom com piso branco e carros ao fundo.

Depois de Monza SP1 e SP2 terem sido revelados em 2018, a linha Icona da Ferrari acaba de ganhar o seu terceiro integrante: o Ferrari Daytona SP3. Diferentemente dos seus “irmãos”, o Daytona SP3 foi pensado para rodar com mais facilidade em vias públicas ao redor do mundo (por exemplo, ele traz para-brisa), mas segue tão impressionante quanto.

Criado como tributo ao feito nas 24 Horas de Daytona de 1967 - prova em que a Ferrari ocupou as posições de 1º, 2º e 3º -, o Ferrari Daytona SP3 utiliza o mesmo monobloco de fibra de carbono do LaFerrari. Ainda assim, ele dispensa a tecnologia híbrida, o que ajuda a explicar os 1485 kg (peso a seco e com opções leves instaladas).

No lugar disso, este é o primeiro Ferrari com motor V12 em posição central-traseira desde a chegada do LaFerrari, em 2013, e também traz o motor a combustão mais potente já montado em um carro de rua da fabricante de Maranello.

Os números do Daytona SP3

Com o codinome F140HC, este V12 6.5 a 65º parte da base do conjunto usado no 812 Competizione. Depois de receber escapamento e admissão melhorados, bielas de titânio e um virabrequim mais leve, o motor passou a entregar 840 cv a 9250 rpm e 697 Nm de torque a 7250 rpm (ou seja, 10 cv e 5 Nm a mais do que no 812 Competizione). O corte de giro, por sua vez, só aparece a 9500 rpm.

Para mandar os 697 Nm às rodas traseiras, o Daytona SP3 conta com uma versão mais rápida do câmbio automático de dupla embreagem e sete marchas do 812 Competizione. Na prática, esse pacote faz o novo Ferrari Daytona SP3 ir de 0 a 100 km/h em 2,85s, de 0 a 200 km/h em 7,4s e atingir 340 km/h de velocidade máxima.

Equipado com diferencial eletrônico autoblocante (e-Diff 3.0), o Ferrari Daytona SP3 ainda traz vários recursos eletrônicos de assistência, como a geração mais recente do SSC 6.1 (Side Slip Angle Control) e o FDE (Ferrari Dynamic Enhancer).

Inspirado no passado

Mesmo com uma prioridade clara para a eficiência aerodinâmica, o Ferrari Daytona SP3 faz questão de deixar evidente a sua ligação com outros ícones da marca de Maranello.

O para-brisa, por exemplo, remete ao do Ferrari P3/4 de competição, enquanto o desenho dos para-lamas dianteiros lembra o de carros de corrida de outras épocas, como 512 S, 712 Can-Am e 312 P.

Ainda assim, um dos pontos que mais chamam atenção na frente do Daytona SP3 são os faróis. A razão é que, à frente dos conjuntos com tecnologia LED, a Ferrari colocou duas “pálpebras” retráteis - uma referência direta aos faróis escamoteáveis que, durante anos, foram quase regra entre esportivos e superesportivos.

Na traseira, é difícil não pensar no inesquecível Testarossa - e também há uma alusão clara ao Ferrari 250 P5 (1968), um conceito assinado pela Pininfarina - ao observar a solução adotada no Daytona SP3: várias “lâminas” surgem acima do difusor traseiro e, no topo, integram uma faixa fina de LED para as lanternas.

Por dentro, o tom é de minimalismo. Os bancos são fixados à estrutura e fazem parte do próprio habitáculo, com inspiração evidente nos modelos de competição - além do volante, também o conjunto de pedais se desloca para se ajustar ao motorista. No painel, o destaque fica para a tela curva de 16” e para a presença de (muita) fibra de carbono.

Caro, limitado e… esgotado

Ao todo, a Ferrari vai fabricar apenas 599 unidades do Daytona SP3, um total 100 maior do que o produzido dos Monza SP1 e SP2.

Cada exemplar custa dois milhões de euros e, de acordo com a marca de Maranello, quem já tivesse adquirido um Monza SP1 ou SP2 tinha “direito de preferência” na compra do mais novo integrante da família Icona.

Não está claro se os proprietários dos Monza SP1 e Monza SP2 usaram ou não esse direito, mas o fato é que o Ferrari Daytona SP3 já está esgotado.


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