O Alpenglow é um protótipo animado a hidrogênio que oferece uma prévia do que a Alpine imagina para o seu futuro.
A marca vai apresentá-lo ao público no Salão do Automóvel de Paris - evento em que a Razão Automóvel também estará presente - e dá para encará-lo como uma espécie de “manifesto” do que vem aí.
Além de orientar a próxima fase da linguagem de estilo da Alpine, o Alpenglow não se limita ao design: a fabricante de Dieppe afirma que seus futuros modelos de competição também vão beber dessa inspiração.
Design e proporções do Alpine Alpenglow
Com mais de 5 m de comprimento, mais de 2 m de largura e menos de 1 m de altura, o Alpenglow combina vários materiais reciclados com bastante fibra de carbono, chegando a um resultado que lembra um protótipo de endurance.
Aerodinâmica e detalhes externos
Visto de perfil, o foco aerodinâmico salta aos olhos e não fica restrito à carroceria. As rodas também foram desenhadas com esse objetivo, buscando eficiência, e chegam a contar com uma estrutura transparente.
Na traseira, é impossível não notar o discreto spoiler, peça decisiva para a carga aerodinâmica gerada, além dos conjuntos óticos que se parecem com lâminas e ajudam a alongar a silhueta do protótipo.
Cabine monoposto com espírito de competição
No interior, pensado para apenas uma pessoa (posicionada ao centro), o clima é bem próximo ao de um carro de corrida, embora misture diversos elementos futuristas, como múltiplas superfícies transparentes e retroiluminadas.
Hidrogênio como combustível do futuro
Se a estética futurista chama atenção por fora e por dentro, a principal novidade do Alpenglow talvez esteja “confinada” ao conjunto motriz.
O protótipo usa um motor a combustão alimentado por hidrogênio, no que a Alpine define como “o primeiro passo no caminho para soluções sustentáveis para uma mobilidade limpa”.
“A mobilidade vai combinar sistemas neutros em carbono, aproveitando a complementaridade natural entre veículos elétricos a bateria, veículos com pilha de combustível (fuel cell) e veículos com motores híbridos de combustão interna usando um combustível sustentável, possivelmente hidrogênio verde”, diz o comunicado de apresentação do Alpenglow.
Ainda assim, as informações sobre o sistema de propulsão são limitadas: a Alpine não detalha qual motor foi utilizado nem quais “números” esse modelo consegue atingir.
O que se sabe é que se trata de um motor térmico adaptado para queimar hidrogênio no lugar da gasolina. Por isso, ele traz dois tanques cilíndricos de hidrogênio (armazenando o gás a 700 bar), o que permite ser “tão leve quanto o resto dos carros da marca”.
Alpine, o que se segue?
Mesmo com esse avanço, não há previsão, por enquanto, de um modelo de produção com essa tecnologia híbrida (combustão e hidrogênio) nos próximos anos.
A próxima geração da marca, batizada de Dream Garage, terá três modelos - todos elétricos a bateria: uma versão mais “apimentada” do Renault 5, um crossover do segmento C e um esportivo (desenvolvido em parceria com a Lotus) para substituir o atual A110, que nós já testamos em vídeo:
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