O BMW X7, o maior SUV da marca de Munique, acabou de passar por uma reestilização profunda - e nós até já tivemos um primeiro contato com ele em terras do “Tio Sam“. Como era de se esperar, a Alpina respondeu rapidamente com a sua leitura do modelo: o XB7.
A fórmula é a mesma que a pequena fabricante vem aplicando há anos: prioridade alta para o comportamento dinâmico, ajustes pontuais no visual e um ganho bem significativo de potência. No fim, o resultado é elevar o potencial do BMW X7 a um patamar ainda mais superlativo.
Tudo começa pelo motor. Trata-se de um V8 biturbo de 4,4 litros (S68) que, no BMW X7 M60i xDrive, entrega 530 cv de potência e 750 Nm de torque máximo. No Alpina XB7, porém, o conjunto aparece em uma configuração ainda mais impressionante, com 630 cv (+100 cv) e 800 Nm (+50 Nm) já a 1800 rpm.
Para ajudar esse V8, há também o motor elétrico do sistema híbrido leve de 48 V, integrado ao câmbio automático de oito marchas, capaz de acrescentar 12 cv e 200 Nm.
Acelera até aos 290 km/h
Com esse pacote, o Alpina XB7 consegue acelerar de 0 a 96 km/h em apenas 3,9s (o tempo de 0 a 100 km/h ainda não foi confirmado) e alcançar 290 km/h de velocidade máxima.
Já a arrancada no quarto de milha é cumprida em somente 12,4s. São números impressionantes, especialmente quando lembramos que esse “mastodonte” pesa 2730 kg.
Para manter tanto peso e tanta potência sempre sob controle, o chassi recebeu atenção especial dos engenheiros da Alpina, que também aumentaram a rigidez estrutural de todo o conjunto.
A suspensão, que pode variar até 40,6 mm, também foi recalibrada e agora trabalha com mais cambagem negativa. Além disso, as rodas traseiras podem esterçar 2,3º para a esquerda e para a direita, o que ajuda a aumentar a agilidade em baixas velocidades e reforça a estabilidade direcional em velocidades elevadas.
Imagem retocada
No visual, e como já virou tradição nas versões assinadas pela Alpina, as alterações passam longe de ser radicais - muito pelo contrário. Ainda assim, são mais do que suficientes para evitar que este XB7 seja confundido com o seu “irmão” da BMW, o X7.
Na dianteira, o destaque vai quase todo para a parte inferior do para-choque, que além de trazer a inscrição “Alpina” ao centro, passou a adotar entradas de ar novas e maiores.
Na traseira, o que mais chama a atenção são as quatro saídas de escape circulares, de grandes dimensões, totalmente integradas ao para-choque traseiro.
De perfil, o foco recai sobre as imponentes rodas - multirraios, como manda a tradição na Alpina - de 23”, embora existam opções menores, com “apenas” 21”.
Por dentro, as mudanças também são discretas e se limitam a novos acabamentos, grafismos específicos para o sistema de infoentretenimento e para o painel de instrumentos, um novo comando giratório no console central (que também recebe uma placa especial) e uma iluminação renovada nas laterais das portas.
Quanto custa?
Tudo isso leva a uma pergunta essencial: quanto custa, afinal, o Alpina XB7? O preço para o mercado europeu ainda não foi oficializado, mas a expectativa é que fique substancialmente acima do valor de entrada do BMW X7 M60i xDrive, que no nosso país começa em 174 000 euros.
As entregas começam no início do próximo ano, mas a Alpina já está aceitando encomendas.
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