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BMW X1 de terceira geração: iX1 elétrico e mais autonomia nos híbridos plug-in

Carro SUV azul BMW IX1 EVO em showroom moderno com iluminação natural.

O BMW X1, menor SUV da marca e também o mais vendido da BMW na Europa, chega à terceira geração com uma lista extensa de mudanças - e a principal é a estreia do inédito iX1, totalmente elétrico.

A eletrificação, aliás, é um dos pilares desta renovação. Além do iX1, o SUV compacto passa a oferecer duas opções híbridas plug-in com maior autonomia e amplia o uso de sistemas mild-hybrid de 48 V nas versões somente a combustão xDrive23i (gasolina) e xDrive23d (diesel).

Fora essas, a linha do novo SUV inclui ainda as versões sDrive18i e sDrive18d, respectivamente a gasolina e a diesel - as únicas com tração em duas rodas. Todos os demais X1 e o iX1 adotam tração integral.

iX1, o novo degrau de acesso aos elétricos da BMW

Com o fim, já comunicado, da produção do BMW i3 para este mês de junho, o novo iX1 passa a ocupar o posto de elétrico mais acessível da marca bávara. Mesmo com esse posicionamento, por enquanto ele aparece apenas como xDrive30 - ainda não está claro se será a única configuração - e a promessa é de desempenho forte.

O iX1 xDrive30 usa a quinta geração da tecnologia BMW eDrive e traz dois motores elétricos (um em cada eixo), entregando potência máxima de 230 kW ou 313 cv (disponível apenas temporariamente, como um overboost) e torque máximo de 494 Nm.

Na prática, isso leva o iX1 de 0 a 100 km/h em rápidos 5,7s e permite atingir 180 km/h de velocidade máxima, limitada eletronicamente.

Para alimentar o conjunto, há uma bateria de íons de lítio instalada no assoalho da plataforma, com 64,7 kWh de capacidade útil. Com ela, a autonomia máxima do iX1 - variando conforme os equipamentos - fica entre 413 km e 438 km. A BMW também declara consumo entre 18,4 kWh e 17,3 kWh.

De fábrica, o BMW iX1 sai com carregador interno de 11 kW (corrente alternada), com opção de 22 kW. Nessas configurações, o tempo de 0 a 100% é, respectivamente, 6h30min e 3h45min.

Em corrente contínua, a potência de carga chega a 130 kW, encurtando o processo - a marca fala em 29 minutos para ir de 10% a 80%.

Em um carregador capaz de entregar essas potências, 10 minutos de recarga bastam para acrescentar energia para 120 km.

Híbridos plug-in com mais autonomia

Além do iX1 elétrico, a nova geração também traz novidades na eletrificação. Agora, o BMW X1 passa a oferecer duas versões híbridas plug-in: xDrive25e e xDrive30e.

Nas duas, a receita é a mesma: motor a gasolina de três cilindros e 1,5 l tracionando o eixo dianteiro, combinado a um motor elétrico responsável pelo eixo traseiro. O que muda entre elas é o desempenho.

O BMW X1 xDrive25e declara potência combinada de 180 kW (245 cv) e 477 Nm (136 cv do motor a gasolina mais 109 cv do motor elétrico). Já o X1 xDrive30e sobe para 240 kW (326 cv) e mantém 477 Nm (150 cv do motor a gasolina e 177 cv do motor elétrico).

Com esses números, o X1 xDrive25e cumpre 0-100 km/h em 6,8s e chega a 190 km/h de máxima. O X1 xDrive30e melhora para 5,7s e 205 km/h, respectivamente.

Em comum, ambos usam uma bateria de 14,2 kWh de capacidade útil (antes era 8,8 kWh). O resultado é uma autonomia elétrica entre 78 km e 89 km - um salto relevante frente aos pouco mais de 50 km do antecessor.

O carregador interno também evoluiu: saiu de 3,7 kW e foi para 7,4 kW, o que permite completar a carga em 2,5 horas.

Motores de combustão mais eficientes

Para quem prefere motores a combustão, a gama se organiza em duas opções a gasolina e duas a diesel. No lado da gasolina, há um 1,5 turbo de três cilindros (sDrive18i) e um 2,0 turbo de quatro cilindros (xDrive23i).

Os dois operam com o mais eficiente ciclo Miller e entregam, respectivamente, 136 cv e 204 cv.

Entre os diesel, as duas versões - sDrive18d e xDrive23d - usam um quatro cilindros 2,0 l, porém em níveis diferentes de potência: 150 cv e 197 cv, nessa ordem.

Nas versões xDrive23i e xDrive23d, há ainda suporte de um sistema mild-hybrid de 48 V. Ele incorpora um motor elétrico capaz de somar, em determinados cenários de uso, mais 14 kW ou 19 cv e 55 Nm.

Em todas as motorizações - com exceção do iX1 100% elétrico - a transmissão é automática de sete marchas (dupla embreagem). O novo X1 é, assim, mais um modelo a deixar a caixa manual na BMW, como já aconteceu com o Série 3 reestilizado.

Argumentos reforçados por dentro

Se a atualização mecânica é ampla, a nova geração do BMW X1 também evolui como carro de família.

O modelo ficou mais comprido, mais alto e mais largo, o que se refletiu em medidas internas maiores e mais versatilidade. Na segunda fileira, por exemplo, as duas seções (60:40) podem ter ajuste longitudinal individual de 13 cm (opcional nas versões somente a combustão). De série, a segunda fileira vem no arranjo 40:20:40.

O porta-malas também cresceu: agora são 540 l (35 l a mais que antes) nas versões a combustão e 490 l (40 l a mais) nos híbridos plug-in e no iX1.

Seguindo a linha dos lançamentos mais recentes da BMW, desde o iX, o painel do X1 e do iX1 é dominado pelo BMW Curved Display, formado por duas telas: uma de 10,25″ (instrumentos) e outra sensível ao toque de 10,7″ (central multimídia com o BMW Operating System 8).

A BMW afirma ainda que o pacote de série de todos os novos X1 foi reforçado. Em todas as versões, passam a ser itens padrão ar-condicionado de duas zonas, volante esportivo em couro, sistema de navegação e diversos assistentes de condução, incluindo assistente de estacionamento e câmera de assistência à ré. Apple CarPlay e Android Auto também vêm de série.

Como é tradição, continua existindo espaço para ampla personalização e uma longa lista de opcionais, que inclui desde iluminação ambiente até teto panorâmico, além do sistema de som Harman Kardon.

Quando chega?

Os primeiros BMW X1 a desembarcar serão os equipados apenas com motores a combustão (gasolina e diesel), a partir de outubro. As duas versões híbridas plug-in e o iX1 100% elétrico chegam pouco depois, em novembro. Os preços ainda não foram divulgados.

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