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Ford Mustang Mach-E: primeiro contato e números do crossover elétrico

Carro elétrico vermelho Ford Mach-E PT estacionado em showroom com estação de recarga ao lado.

O modelo foi revelado no fim de 2019, mas uma certa pandemia bagunçou os cronogramas das montadoras. O resultado é que, só agora, quase dois anos depois do anúncio, o novo Ford Mustang Mach-E desembarca em Portugal.

Chegada do Ford Mustang Mach-E e a polêmica do nome Mustang

Dá para chamar isso de Mustang? Bem… dá, sim. A escolha da Ford de colocar o emblema Mustang no seu novo elétrico ainda divide opiniões, do mesmo jeito que dividiu no dia em que foi apresentado. Para alguns, é heresia; para outros, uma sacada genial. Gostando ou não, é difícil negar que batizar este crossover elétrico de Mustang Mach-E trouxe muito mais atenção e ainda acrescentou uma camada extra de estilo, com detalhes visuais que remetem ao pony car original.

Mas será que ele convence? No vídeo, Guilherme Costa mostra o que há de mais relevante e interessante sobre este crossover elétrico, no nosso primeiro contato dinâmico em estradas nacionais:

Ford Mustang Mach-E, os números

A unidade testada é uma das mais fortes e rápidas da linha (AWD com a bateria de maior capacidade), ficando atrás apenas da versão GT (487 cv e 860 Nm, 0-100 km/h em 4,4s, bateria de 98,7 kWh e 500 km de autonomia), que chegará mais tarde.

Nesta configuração AWD Alargada conduzida pelo Guilherme, o Mustang Mach-E usa dois motores elétricos - um em cada eixo -, o que garante tração nas quatro rodas, 351 cv de potência máxima e 580 Nm de torque máximo. Na prática, isso vira 5,1s no 0-100 km/h e 180 km/h limitados eletronicamente.

Para alimentar os motores, há uma bateria de 98,7 kWh de capacidade (88 kWh úteis), com autonomia máxima combinada de 540 km (WLTP). O consumo divulgado no ciclo combinado é de 18,7 kWh/100 km, um número bem competitivo; e, pelas observações do Guilherme durante o contato dinâmico, o Mustang Mach-E parece conseguir fazer ainda melhor com certa facilidade.

Em um posto ultrarrápido, dá para carregar a 150 kW: 10 minutos são suficientes para acrescentar o equivalente a 120 km de autonomia em energia elétrica. Já em uma wallbox de 11 kW, uma carga completa leva 10 horas.

Mustang, mas para as famílias

Com carroceria de crossover, o novo Ford Mustang Mach-E fica bem mais adequado ao uso familiar. Atrás, há uma oferta generosa de espaço, embora os 390 l anunciados para o porta-malas sejam um número típico de segmento C - um de seus principais rivais, o Volkswagen ID.4, por exemplo, oferece 543 l. O Mach-E, por outro lado, compensa com um segundo porta-malas dianteiro, com mais 80 l de capacidade.

Tela, interior e equipamentos do Mach-E

Por dentro, chama atenção a presença dominante da tela vertical de 15,4″ do sistema de infoentretenimento (já é o SYNC4), que se mostrou bem responsivo. Mesmo com a quase ausência de comandos físicos, vale destacar que há uma área dedicada no sistema para controlar o ar-condicionado - o que evita ficar caçando funções em menus - e também um grande comando físico circular para ajustar o volume.

Nesta versão, outro ponto forte é o nível de equipamentos a bordo, praticamente todo de série - de bancos aquecidos e ventilados ao sistema de áudio da Bose -, com pouquíssimos opcionais (a cor vermelha da nossa unidade é um deles, acrescentando 1321 euros ao preço).

Assistência à condução e conectividade

A tecnologia embarcada, aliás, é um dos grandes destaques do modelo. Vai de vários assistentes de condução (com condução semiautônoma) até conectividade avançada (atualizações remotas disponíveis e um aplicativo para gerenciar diversas características e funcionalidades do veículo, incluindo o uso do smartphone como “chave” de acesso), além das capacidades do sistema de infoentretenimento, que consegue “aprender” com as nossas rotinas.

O preço desta versão AWD com a bateria maior começa em 64 500 euros e ela já pode ser encomendada, com as primeiras unidades previstas para entrega em setembro.

A opção mais acessível do Mustang Mach-E fica abaixo de 50 mil euros, mas vem com apenas um motor (269 cv) e duas rodas motrizes (as traseiras), além de uma bateria menor, de 75,5 kWh, e 440 km de autonomia. Se a escolha for a versão de tração traseira com a bateria de 98,7 kWh, a autonomia sobe para 610 km (é o Mach-E que vai mais longe), a potência vai para 294 cv e o preço chega perto de 58 mil euros.


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