A promessa vem da indústria petrolífera francesa: os picos recentes no preço da gasolina e do diesel já ficaram para trás?
Com a oficialização de um cessar-fogo de quinze dias no Irã, a expectativa é que o estreito de Ormuz - rota por onde passa 20% da produção mundial de petróleo - seja reaberto com certa rapidez. Ainda que ninguém consiga afirmar se essa notícia positiva vai se sustentar ao longo do tempo, o mercado reagiu de imediato e o preço do barril de Brent, referência do setor para o petróleo do Oriente Médio, caiu logo após o anúncio.
Neste momento, o Brent está por volta de 94 dólares, uma queda expressiva em relação ao dia anterior, quando superava 110 dólares (e chegava perto de 120 dólares). Em declaração à AFP, o presidente da Union française des industries pétrolières (Ufip), Olivier Gantois, avaliou que os preços dos combustíveis podem recuar de 5 a 10 centavos por litro “muito rapidamente” por causa desse acordo.
Brent, estreito de Ormuz e a reação do mercado
Segundo ele, “Os mercados de petróleo reagiram muito rapidamente” ao cessar-fogo, com uma redução no valor do petróleo bruto “de cerca de quinze dólares”. Na visão de Gantois, isso pode chegar às bombas dos postos em “um ou dois dias”. Ainda assim, a baixa precisará se confirmar: o Oriente Médio segue em um cenário de alta tensão, e as negociações entre Washington e Teerã estão longe de um desfecho.
Preço da gasolina e do diesel na França: alívio limitado
Se a queda se mantiver, o efeito tende a ser um respiro momentâneo para os consumidores franceses. Mesmo assim, ela ainda estaria longe de anular a forte escalada da gasolina e do diesel desde o início da guerra no Irã. De acordo com levantamentos citados por colegas de imprensa, a gasolina subiu 30 centavos por litro em poucas semanas - e isso é pouco diante do diesel, cujo preço disparou 60 centavos no mesmo período.
O retorno do leasing social na França e os veículos elétricos
Em meio a um clima socialmente inflamável, o governo francês estaria prestes a anunciar uma volta antecipada do leasing social para veículos elétricos. A intenção do Ministério da Economia seria acelerar a resposta ao conflito no Irã, reforçando a eletrificação da França e, ao mesmo tempo, atendendo à urgência social do momento.
Com isso, o grupo de pessoas elegíveis ao programa seria ampliado. Entrariam, por exemplo, profissionais de saúde autônomos - como enfermeiras e técnicos de enfermagem - que não têm alternativa a não ser se deslocar diariamente para atender pacientes. Há mais informações sobre o tema no nosso artigo anterior, disponível aqui.
E você, como enxerga essas medidas? Fica animado com essas mudanças ou prefere manter a cautela? Conte sua opinião nos comentários.
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