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Opel Astra Electric: mudanças na estratégia e o que muda no novo elétrico

Carro elétrico verde Astra EV 2024 estacionado em garagem moderna com carregador na parede.

Com a apresentação do Opel Astra Electric, fica evidente como as marcas europeias estão a tomar caminhos diferentes à medida que suas linhas passam a misturar cada vez mais modelos (ainda) com motor a combustão e versões totalmente elétricas.

Enquanto fabricantes como Mercedes-Benz e Volkswagen criaram “famílias” próprias dentro do portfólio - como sub-marcas independentes (EQ e ID, respectivamente), com nome e identidade visual específicos - a Opel segue uma lógica parecida com a da BMW: oferecer ao consumidor a possibilidade de escolher entre diferentes tipos de motorização (gasolina, diesel, híbrido plug-in ou elétrico) dentro dos mesmos modelos.

O mesmo já acontece em outras marcas do Grupo Stellantis, como Peugeot, Citroën e Jeep, em que a diferenciação costuma aparecer apenas por meio de prefixos ou sufixos que incluem só - ou também - a letra “e”.

Design e posicionamento do Opel Astra Electric

Por isso, no lado de fora o novo Opel Astra Electric muda muito pouco: tirando a ausência de ponteiras de escapamento e a grade dianteira fechada, a novidade mais óbvia é o emblema com a letra “e” na tampa do porta-malas. Esse visual vale tanto para a carroceria de cinco portas quanto para a Sports Tourer (a perua), que chegam ao mercado no próximo mês de julho.

Sistema elétrico conhecido

O Astra Electric utiliza o conjunto elétrico já visto em modelos como o Peugeot e-308 e o Jeep Avenger, com motor de 115 kW (156 cv) e 270 Nm.

Diferentemente de alguns elétricos do segmento que limitam a velocidade máxima a 150 km/h ou 160 km/h, o Astra Electric vai um pouco além e alcança 170 km/h.

Essa escolha pode ser especialmente relevante na Alemanha, onde muitos motoristas acabam se sentindo limitados em viagens por autobahns sem restrição de velocidade e são obrigados a ficar na faixa mais à direita para não atrapalhar o fluxo normal do trânsito.

Bateria, autonomia e recarga

Há apenas uma opção de bateria, relativamente compacta, de 54 kWh. Ainda assim, o consumo homologado no WLTP de 14,9 kWh/100 km permite que o Astra elétrico anuncie autonomia de 416 km com uma carga completa - no Jeep Avenger, por exemplo, são 10 km a menos com a mesma bateria, já que a carroceria mais alta do SUV compacto prejudica a aerodinâmica em relação ao Astra.

Por outro lado, o Astra elétrico aceita recarga em corrente contínua (DC) de até 100 kW, o que é claramente inferior ao que oferecem concorrentes como o Volkswagen ID.3 (120 kW a 170 kW) e o Renault Mégane E-Tech Electric (130 kW).

Em corrente alternada (AC), a potência máxima de recarga para a bateria de 17 módulos e 102 células é de 11 kW - aqui, igual ao Volkswagen e metade do que o Mégane consegue receber nas versões mais potentes. Porém, como a bateria do Astra não é grande, a recarga de 10% a 80% leva pouco mais de meia hora.

Porta-malas e praticidade na versão Sports Tourer

Para quem considera o porta-malas do hatchback insuficiente, a Sports Tourer tende a ser a alternativa mais indicada. Nessa versão, o porta-malas tem 516 litros (548 l nas Sports Tourer híbridas plug-in e 608 l nas versões apenas a combustão), com a segunda fileira de bancos na posição normal.

Com os bancos rebatidos, a capacidade sobe para 1553 litros - volume que já resolve até uma ida ao Ikea sem grandes complicações.

Quando chega e quanto custa?

Como mencionado no início, o novo Opel Astra Electric chega ao mercado nacional no começo do verão de 2023, em julho, com preços que devem partir de cerca de 40 mil euros.

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