Há tempos fora de cena na Europa, o VR6 da Volkswagen segue em atividade na China - e agora aparece sob o capô do que passa a ser o maior SUV da marca alemã por lá: o Volkswagen Talagon, vendido exclusivamente no mercado chinês.
Dimensões do Volkswagen Talagon e plataforma MQB Evo
Com 5152 mm de comprimento, 2002 mm de largura e 1795 mm de altura, o Talagon traz entre-eixos de 2980 mm. Na prática, essas medidas o colocam como o maior SUV da Volkswagen: o Atlas, comercializado nos EUA, “fica-se” pelos 5040 mm de comprimento, enquanto o “nosso” Touareg não ultrapassa os 4878 mm.
O que chama atenção é que, mesmo com esse porte, o Volkswagen Talagon utiliza a plataforma MQB Evo - a mesma base do Atlas (Teramont na China) e até do… Volkswagen Golf.
Um “velho conhecido”
Para mover esse SUV enorme, a Volkswagen recorre a um “velho conhecido”, ausente da sua linha europeia há quase uma década: o consagrado VR6. Enquanto por aqui as opções de seis cilindros dentro da marca Volkswagen costumam vir da Audi (como o 3.0 V6 do Touareg, por exemplo), na China o VR6 ainda equipa alguns modelos locais - e o Talagon entra nessa lista.
De código EA390, esse VR6 é fabricado na Alemanha e depois enviado para a China. Ele aparece com 2.5 l de cilindrada, turbo, entregando 299 cv de potência e 500 Nm de torque. A força vai para as quatro rodas por meio de um câmbio automático DSG de sete marchas.
O 2.5 VR6 TSI também está disponível no Teramont e, inclusive, o Passat destinado ao mercado chinês (que só compartilha o nome com o “nosso” Passat) já chegou a adotar uma variação desse VR6 - com 3.0 l e sem turbo.
Outras motorizações: 2.0 TSI (EA888)
Além do VR6, o Volkswagen Talagon também pode ser equipado com duas versões do 2.0 TSI (os conhecidos EA888), com números de potência mais modestos e tração dianteira.
Os motores VR
Com funcionamento equivalente ao de um V6 tradicional, o VR6 se diferencia dos V6 “convencionais” principalmente pelo ângulo do “V”. Aqui, ele é de apenas de apenas 10,6°, bem distante dos usuais 60° ou 90°.
Isso viabiliza o uso de um único cabeçote para as duas bancadas de cilindros e de duas árvores de cames para acionar todas as válvulas, o que simplifica a construção do motor e ajuda a reduzir custos. Já a sigla “VR” vem da junção de V (referente à arquitetura) com Reihenmotor (que em português significa motor em linha) - ou seja, um “motor em V em linha”, em tradução livre.
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