Revelado no Salão de Paris 2022, o Dacia Jogger Hybrid 140 - o primeiro híbrido da história da marca romena - está cada vez mais perto de estrear no mercado português.
Num primeiro olhar, o Jogger Hybrid 140 passa por praticamente igual aos “irmãos” exclusivamente a combustão. Ainda assim, existem alguns detalhes que o diferenciam.
Dacia Jogger Hybrid 140: o que muda no visual e na cabine
Por fora, o elemento mais evidente para identificar esta variante é o adesivo que assinala a versão híbrida.
Já no interior, a novidade é uma tela digital inédita e exclusiva de 7”, que assume o papel do painel de instrumentos. Com possibilidade de personalização, ela exibe dados específicos do sistema híbrido - como o nível de carga da bateria e o fluxo de energia durante a condução.
Os números do Jogger Hybrid 140
O conjunto mecânico do Dacia Jogger Hybrid 140 é, em essência, o mesmo do Renault Clio E-Tech Full Hybrid, modelo que já passou pela garagem da Razão Automóvel. Em outras palavras, não se trata de um híbrido plug-in (que se liga na tomada), e sim de um híbrido convencional, também conhecido como full hybrid.
Na base do Jogger Hybrid 140 está um motor quatro cilindros aspirado de 1,6 l com 90 cv, trabalhando em conjunto com dois motores elétricos: um de 50 cv e um motor/gerador de alta tensão.
O resultado é uma potência combinada máxima de 140 cv, com a transmissão a cargo de uma caixa automática elétrica, equivalente à caixa multimodo usada no Clio E-Tech.
Essa transmissão reúne uma caixa manual de quatro marchas sem embreagem - com as relações sendo engatadas por atuadores elétricos, sem ação do motorista - e mais duas relações ligadas ao motor elétrico.
É justamente a interação entre duas relações elétricas e quatro térmicas que permite ao sistema operar como elétrico puro, como híbrido paralelo, híbrido em série, realizar regeneração, regeneração assistida pelo motor a gasolina ou rodar apenas com o motor a gasolina. Há ainda um “modo B”, que intensifica a regeneração.
Autonomia, eficiência e garantia
Falando em frenagem regenerativa, ela é a responsável por recarregar a bateria de 1,2 kWh de capacidade, que a Dacia acomodou no compartimento do estepe - o mesmo local onde fica o tanque de GLP nas versões ECO-G (bifuel). Assim, o espaço para passageiros e bagagens permanece o mesmo.
De acordo com a Dacia, esse conjunto permite ao Jogger Hybrid 140 trafegar em modo elétrico em até 80% das viagens urbanas, com economia de até 40% de combustível.
Com autonomia superior a 900 km (ciclo WLTP), o Dacia Jogger Hybrid 140 chega com garantia da bateria de oito anos ou 160 mil quilômetros.
Quanto vai custar?
Com chegada ao mercado português prevista para 2023 e abertura de pedidos já programada para janeiro, o Jogger Hybrid 140 será oferecido em uma única configuração: a SL Extreme com sete lugares - ou seja, a versão mais completa da linha.
Em relação ao valor, os 28 800 euros pedidos pela Dacia fazem do Jogger Hybrid 140 o Dacia mais caro de todos os tempos. Em contrapartida, ele será a perua híbrida mais acessível do mercado - afinal, trata-se de um produto da marca romena.
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